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title: "Lesão do ligamento colateral ulnar do polegar: quando uma entorse pode comprometer a estabilidade da mão?"
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excerpt: "Entenda a lesão do ligamento colateral ulnar do polegar, a lesão de Stener e como são definidos diagnóstico, tratamento e recuperação."
author: "Luiz Brito"
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# Lesão do ligamento colateral ulnar do polegar: quando uma entorse pode comprometer a estabilidade da mão?

Informações sobre sintomas, avaliação e possibilidades de cuidado para mãos e punhos.

Uma queda, um movimento brusco ou um trauma esportivo podem provocar uma lesão ligamentar aparentemente simples no polegar. Entretanto, algumas dessas lesões comprometem a estabilidade da articulação e podem exigir tratamento cirúrgico. Entenda como identificar a gravidade da lesão, quais exames são necessários e como é escolhido o tratamento.

## Por que a estabilidade do polegar é tão importante?

O polegar desempenha um papel fundamental na função da mão. Sua capacidade de se opor aos demais dedos permite realizar desde movimentos delicados, como manipular pequenos objetos, até atividades que exigem força, como abrir uma tampa ou segurar uma ferramenta.

Para que esses movimentos sejam eficientes, não basta que o polegar apresente mobilidade. Suas articulações também precisam permanecer estáveis durante a aplicação de forças.

Uma das estruturas responsáveis por essa estabilidade é o ligamento colateral ulnar da articulação metacarpofalângica do polegar.

A articulação metacarpofalângica está localizada entre o primeiro metacarpo e a falange proximal. O ligamento colateral ulnar encontra-se no lado da articulação voltado para o indicador e atua principalmente contra forças que desviam o polegar em direção radial, afastando-o da mão.

Quando esse ligamento sofre uma ruptura, especialmente se completa, a articulação pode perder parte importante de sua estabilidade. Isso compromete movimentos de pinça e atividades que exigem resistência contra forças laterais.

A gravidade da lesão depende de vários fatores, incluindo a extensão da ruptura, sua localização, a presença de lesões associadas e a possibilidade de cicatrização na posição anatômica adequada.

## O que é o polegar do esquiador?

A lesão aguda do ligamento colateral ulnar é tradicionalmente conhecida como polegar do esquiador, ou skier's thumb.

A denominação surgiu da associação com quedas durante a prática do esqui, nas quais o bastão pode produzir uma força de abdução sobre o polegar.

Entretanto, esse mecanismo não é exclusivo dos esportes de inverno.

A lesão também pode ocorrer em quedas sobre a mão, acidentes esportivos e outros traumatismos que provoquem um desvio forçado do polegar.

O mecanismo mais característico envolve uma força súbita que afasta o polegar radialmente, tensionando seu ligamento colateral ulnar além da capacidade de resistência.

Dependendo da intensidade e das características do trauma, pode ocorrer desde uma lesão parcial até uma ruptura completa, eventualmente associada a uma avulsão óssea.

### Polegar do esquiador e polegar do guarda-caça são a mesma coisa?

Embora essas expressões sejam frequentemente utilizadas como sinônimos, originalmente descrevem situações diferentes.

O termo polegar do esquiador refere-se à lesão aguda, geralmente provocada por um evento traumático específico.

Já a expressão polegar do guarda-caça, ou gamekeeper's thumb, foi utilizada historicamente para descrever a insuficiência crônica do ligamento colateral ulnar, relacionada à aplicação repetitiva de forças sobre a articulação.

Essa distinção é relevante porque lesões agudas e crônicas podem apresentar características diferentes e exigir estratégias de tratamento distintas.

## O que acontece quando o ligamento se rompe?

O ligamento colateral ulnar é constituído por componentes com funções complementares.

O componente colateral próprio contribui de maneira importante para a estabilidade lateral, especialmente durante a flexão da articulação metacarpofalângica. O componente acessório apresenta relação funcional com a placa volar, contribuindo para a estabilidade principalmente em extensão.

Além dessas estruturas, a cápsula articular, a placa volar e os mecanismos musculotendíneos participam da estabilidade global do polegar.

Uma lesão traumática pode comprometer o ligamento em diferentes localizações.

A ruptura pode ocorrer na substância do ligamento, próximo à sua origem no metacarpo ou, mais frequentemente, junto à inserção na base da falange proximal.

Em algumas situações, o ligamento permanece preso a um fragmento ósseo arrancado durante o traumatismo. Essa condição recebe o nome de fratura-avulsão.

A localização da lesão influencia a escolha do tratamento e, quando necessária uma operação, a técnica utilizada para restaurar a estabilidade.

### Lesão parcial ou completa: por que essa diferença é importante?

Nas lesões parciais, parte das fibras ligamentares permanece íntegra, preservando alguma continuidade e resistência mecânica.

Durante o exame clínico, a articulação pode apresentar dor e até discreto aumento da abertura lateral, mas ainda existe um limite firme à movimentação provocada pelo examinador.

Esse limite é conhecido como endpoint.

Nas rupturas completas, a articulação pode apresentar abertura anormal sem um ponto final firme de resistência, indicando perda significativa da função estabilizadora do ligamento.

Essa avaliação constitui um dos elementos centrais da investigação clínica.

O exame deve considerar não apenas a amplitude da abertura articular, mas também a qualidade da resistência encontrada e a comparação com o polegar contralateral.

## O que é a lesão de Stener?

A lesão de Stener representa uma situação anatômica especialmente importante nas rupturas completas do ligamento colateral ulnar.

Normalmente, o ligamento encontra-se profundamente à aponeurose do músculo adutor do polegar.

Em determinadas rupturas, a extremidade distalmente avulsionada do ligamento desloca-se de sua posição habitual. Durante esse deslocamento, a aponeurose do adutor pode ficar interposta entre o ligamento rompido e seu local de inserção óssea.

Essa interposição impede o contato anatômico necessário para a cicatrização adequada.

Como consequência, a simples imobilização pode não permitir a restauração da continuidade ligamentar.

A importância da lesão de Stener não está apenas na gravidade da ruptura, mas na existência de um obstáculo anatômico à cicatrização.

Portanto, identificar uma ruptura completa e reconhecer a possibilidade de uma lesão de Stener são etapas fundamentais da avaliação.

Uma lesão de Stener não está presente em todas as rupturas completas. Também não deve ser diagnosticada apenas pela intensidade da dor ou pela presença de inchaço.

O diagnóstico exige integração dos achados clínicos e, quando indicado, dos exames de imagem.

## Quais são os sintomas?

Após o traumatismo, os sintomas mais comuns incluem dor na região ulnar da articulação metacarpofalângica, edema e equimose.

O paciente pode apresentar dificuldade para utilizar o polegar em atividades de pinça, principalmente quando essas atividades exigem estabilidade contra uma força lateral.

Nas rupturas mais importantes, pode existir sensação de instabilidade ou dificuldade para segurar objetos com firmeza.

Eventualmente, uma saliência palpável na região ulnar pode estar relacionada ao deslocamento do ligamento, embora esse achado isoladamente não permita estabelecer o diagnóstico definitivo de lesão de Stener.

A intensidade dos sintomas não determina, por si só, a extensão da ruptura.

Uma lesão que inicialmente parece apenas uma entorse pode apresentar instabilidade significativa ao exame específico.

Por isso, a persistência de dor localizada após um mecanismo traumático compatível merece avaliação adequada.

## Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da lesão do ligamento colateral ulnar é predominantemente clínico, complementado por exames de imagem conforme os achados da avaliação.

A investigação começa pela compreensão do mecanismo do trauma, seguida da inspeção e palpação da articulação.

O exame físico procura identificar a localização da dor, alterações de alinhamento, edema e sinais de instabilidade.

### Teste de estresse em valgo

O teste de estresse em valgo avalia a resistência da articulação à abertura lateral provocada por uma força de desvio radial.

A articulação deve ser examinada em extensão e em flexão.

Essa diferenciação é importante porque a tensão dos componentes ligamentares e a contribuição das estruturas estabilizadoras variam conforme a posição articular.

A avaliação em flexão é particularmente relevante para investigar a integridade do componente colateral próprio.

Historicamente, foram utilizados critérios como abertura superior a 30 graus ou diferença de aproximadamente 15 graus em relação ao lado contralateral para identificar rupturas completas.

Entretanto, esses valores não devem ser interpretados isoladamente.

Existe variabilidade anatômica e clínica, e pequenas diferenças angulares podem ser difíceis de mensurar com precisão durante o exame físico.

Por essa razão, a ausência de um endpoint firme é especialmente importante na suspeita de ruptura completa.

O examinador também precisa considerar a presença de dor e contração muscular defensiva, que podem dificultar a interpretação do teste.

Quando a dor impede uma avaliação confiável, o uso de anestesia local pode facilitar o exame em situações selecionadas.

A aplicação das manobras deve ser cuidadosa, após investigação radiográfica de possíveis fraturas associadas.

## Quais exames de imagem são necessários?

### Radiografias

A avaliação radiográfica inicial é importante para identificar fraturas-avulsão, lesões osteocondrais, alterações do alinhamento e possíveis subluxações da articulação.

As incidências posteroanterior, lateral e oblíqua permitem avaliar as estruturas ósseas e eventuais lesões associadas.

Uma radiografia normal não exclui ruptura ligamentar.

Isso acontece porque o ligamento pode romper sem provocar um fragmento ósseo visível.

Por outro lado, identificar uma fratura-avulsão não significa que toda a extensão da lesão esteja necessariamente esclarecida.

A avaliação deve considerar a estabilidade articular e a possibilidade de lesões ligamentares associadas ao fragmento ósseo.

### Ultrassonografia

A ultrassonografia pode auxiliar na avaliação da continuidade ligamentar, da localização da ruptura e da relação entre o ligamento e a aponeurose do adutor.

Sua aplicação é particularmente relevante quando existe necessidade de investigar uma possível lesão de Stener.

Entretanto, a interpretação depende da qualidade do exame e da experiência do profissional que o executa.

Portanto, seus resultados devem ser correlacionados com o exame clínico.

### Ressonância magnética

A ressonância magnética permite avaliar diretamente as estruturas ligamentares e as partes moles associadas.

Pode ser útil em casos nos quais o exame clínico é inconclusivo ou quando a caracterização anatômica da ruptura pode modificar a decisão terapêutica.

Isso não significa que todos os pacientes precisem realizar ressonância magnética.

Quando a avaliação clínica demonstra claramente uma ruptura completa com indicação de reparo cirúrgico, exames avançados podem não acrescentar informações necessárias para definir a conduta.

Por outro lado, quando se considera tratamento conservador de uma ruptura potencialmente completa, excluir a presença de uma lesão de Stener torna-se especialmente importante.

A escolha do exame deve responder a uma dúvida clínica concreta, e não substituir uma avaliação física adequada.

## Toda lesão precisa de cirurgia?

Não.

A indicação depende principalmente da estabilidade articular, da integridade ligamentar, da presença de lesão de Stener e das características da lesão.

### Tratamento das lesões parciais

As lesões parciais estáveis apresentam potencial de cicatrização com tratamento conservador.

De maneira geral, o tratamento consiste na imobilização da articulação metacarpofalângica com órtese ou aparelho gessado apropriado, mantendo a articulação interfalângica livre.

O protocolo descrito no Green prevê aproximadamente quatro semanas de imobilização contínua, seguidas por um período adicional de proteção durante a introdução gradual dos movimentos ativos.

A proteção durante a cicatrização é importante para evitar forças que provoquem abertura da articulação e tensionem o ligamento lesionado.

O retorno às atividades é progressivo.

Atividades que exigem força intensa de pinça ou expõem o polegar a estresses laterais importantes devem permanecer restritas até que a cicatrização e a recuperação funcional sejam adequadas.

Mesmo após a recuperação da estabilidade, algum desconforto local pode persistir durante meses.

A presença de dor residual, isoladamente, não comprova que o ligamento tenha permanecido instável.

### Tratamento das rupturas completas

Nas rupturas completas, a decisão é mais complexa.

Os autores do Green recomendam reparo cirúrgico nas lesões agudas completas, considerando essa abordagem mais previsível para restaurar a estabilidade ligamentar.

Essa recomendação deve ser compreendida dentro do contexto clínico e da técnica descrita no tratado, e não como uma afirmação de que qualquer paciente com suspeita de ruptura completa obrigatoriamente necessite de cirurgia.

A presença de uma lesão de Stener representa um fator especialmente importante, pois a interposição da aponeurose dificulta a cicatrização anatômica espontânea.

Outros fatores, como instabilidade importante, avulsões ósseas associadas e alterações do alinhamento, também influenciam o planejamento terapêutico.

O tratamento deve ser individualizado após a caracterização da lesão.

## Como é realizada a cirurgia?

O objetivo da cirurgia é restaurar a anatomia e a estabilidade da articulação metacarpofalângica.

A técnica utilizada depende principalmente da localização da ruptura e da qualidade do tecido ligamentar.

Nas avulsões distais, que representam uma localização frequente, o ligamento pode ser reinserido próximo à sua inserção anatômica na base da falange proximal.

Isso pode ser realizado com técnicas de sutura transóssea ou dispositivos de ancoragem.

Quando a ruptura ocorre na substância do ligamento, pode ser possível realizar sutura direta, desde que as características do tecido permitam reparo adequado.

A cirurgia exige atenção às estruturas anatômicas próximas, especialmente aos ramos sensitivos dorsais do nervo radial, que atravessam a região operatória.

Também é importante posicionar corretamente o ligamento reparado.

Uma reinserção não anatômica pode comprometer a mecânica articular e contribuir para limitação de movimento.

Durante o procedimento, eventuais lesões associadas da cápsula, da placa volar e das estruturas estabilizadoras devem ser consideradas.

### Cirurgia aberta ou artroscópica?

O reparo aberto permite exposição direta da lesão e restauração anatômica do ligamento.

O Green também descreve técnicas artroscópicas e assistidas por artroscopia.

Entretanto, o capítulo destaca a limitação das evidências comparativas disponíveis para estabelecer superioridade clínica da artroscopia nesse contexto.

Assim, a existência de uma técnica menos invasiva não significa necessariamente que ela produza melhores resultados.

A escolha deve considerar a anatomia da lesão, os objetivos do reparo e a experiência com o procedimento.

## Como é a recuperação após a cirurgia?

A recuperação envolve um período inicial de proteção ligamentar, seguido de reabilitação progressiva.

No protocolo de reparo agudo apresentado no Green, a articulação metacarpofalângica permanece imobilizada inicialmente por aproximadamente quatro semanas.

Após esse período, inicia-se a recuperação gradual da mobilidade, mantendo proteção contra forças que tensionem o ligamento reparado.

A órtese pode continuar sendo utilizada durante as semanas seguintes, conforme a evolução.

A recuperação da mobilidade e da força ocorre progressivamente e não deve ser acelerada à custa da estabilidade do reparo.

Esforços de pinça intensa, torção e movimentos que provoquem desvio radial do polegar permanecem restritos durante a fase de cicatrização.

O retorno às atividades esportivas, especialmente aos esportes de contato, exige avaliação individual.

O protocolo descrito no Green prevê retorno à participação esportiva completa em muitos casos por volta de quatro meses após o reparo agudo, embora esse prazo não constitua garantia individual.

### Quais complicações podem ocorrer?

Entre as complicações possíveis estão rigidez articular, dor residual, persistência de instabilidade e sintomas sensitivos relacionados aos ramos do nervo radial.

A proximidade desses ramos nervosos com a região operatória exige cuidado durante a exposição e manipulação dos tecidos.

A limitação de mobilidade também pode estar relacionada à cicatrização e ao posicionamento do reparo ligamentar.

Por isso, o resultado funcional depende não apenas da restauração da estabilidade, mas também de uma reabilitação adequadamente conduzida.

## O que acontece quando a lesão não é diagnosticada?

Uma ruptura completa não reconhecida pode evoluir com insuficiência ligamentar crônica.

Nesse cenário, o paciente pode apresentar dor persistente, redução da força de pinça e sensação de instabilidade durante atividades cotidianas.

Tarefas como abrir recipientes, segurar objetos volumosos ou manipular instrumentos podem tornar-se desconfortáveis.

A avaliação pode demonstrar abertura articular anormal, ausência de endpoint e, em alguns casos, alterações do alinhamento metacarpofalângico.

Com o passar do tempo, a retração e a cicatrização dos tecidos podem dificultar um reparo direto.

Isso não significa que toda lesão diagnosticada tardiamente seja irreparável.

A possibilidade de reparo depende principalmente da qualidade, mobilidade e comprimento dos remanescentes ligamentares.

Quando o tecido não apresenta condições adequadas para reparo, pode ser necessária reconstrução com enxerto tendíneo.

O Green descreve reconstruções utilizando enxertos livres, incluindo o tendão palmar longo, quando disponível.

O objetivo dessas técnicas é restabelecer a resistência às forças laterais e recuperar a estabilidade funcional da articulação.

Nos casos em que existe degeneração articular importante, a reconstrução ligamentar isolada pode não ser a melhor alternativa.

A artrodese metacarpofalângica constitui uma possibilidade de tratamento em situações selecionadas, particularmente quando existe artrose associada à instabilidade.

## É possível recuperar completamente a função do polegar?

O prognóstico depende do tipo de lesão, da estabilidade obtida, da presença de alterações articulares e da qualidade da reabilitação.

Lesões parciais estáveis geralmente apresentam condições favoráveis de recuperação com tratamento conservador.

Nas lesões completas tratadas cirurgicamente, o objetivo é recuperar a estabilidade necessária para atividades de pinça e preensão.

A mobilidade pode apresentar alguma redução em relação ao polegar não lesionado, mesmo quando a recuperação é considerada satisfatória.

Nas lesões crônicas, os resultados também dependem da presença de deformidades, degeneração articular e qualidade dos tecidos disponíveis para reconstrução.

Portanto, recuperação funcional satisfatória não deve ser confundida com garantia de restauração integral de todas as características anteriores ao trauma.

## Quando procurar um cirurgião da mão?

A [avaliação especializada](https://britocirurgiadamao.com.br/fale-conosco/)
 é particularmente importante quando ocorre traumatismo do polegar acompanhado de dor localizada na articulação metacarpofalângica, edema significativo, dificuldade de pinça ou sensação de instabilidade.

A persistência desses sintomas, especialmente após um mecanismo de abertura forçada do polegar, exige atenção.

O objetivo da avaliação precoce é diferenciar uma lesão parcial estável de uma ruptura completa ou de uma lesão associada que possa modificar o tratamento.

Essa distinção é essencial porque lesões aparentemente semelhantes podem apresentar comportamentos biomecânicos e necessidades terapêuticas diferentes.

## Conclusão

A lesão do ligamento colateral ulnar do polegar é uma causa importante de instabilidade da articulação metacarpofalângica.

Embora muitas lesões parciais possam cicatrizar adequadamente com imobilização, rupturas completas exigem avaliação cuidadosa da estabilidade e da possibilidade de cicatrização anatômica.

A lesão de Stener merece atenção especial porque representa uma condição em que a interposição de tecidos dificulta a recuperação espontânea do ligamento.

O diagnóstico baseia-se principalmente na história clínica e no exame físico, com radiografias e exames complementares utilizados conforme a necessidade.

O tratamento adequado procura equilibrar dois objetivos fundamentais: restaurar a estabilidade e preservar a mobilidade funcional do polegar.

Reconhecer precocemente uma lesão importante amplia as possibilidades de planejamento terapêutico e evita que uma instabilidade não diagnosticada evolua para um problema crônico.

## Referência principal

Merrell G, Hastings H. Dislocations and Ligament Injuries of the Digits. In: Green's Operative Hand Surgery. Capítulo 8, especialmente as seções Acute Ulnar Collateral Ligament Injuries (Skier's Thumb) e Chronic Ulnar Collateral Ligament Injuries (Gamekeeper's Thumb).

Nota editorial: Conteúdo educativo fundamentado no capítulo mencionado. Não substitui avaliação médica individualizada. Protocolos, indicações cirúrgicas e prazos de reabilitação devem ser adaptados às características de cada lesão.

Leia também: [Rizartrose: dor na base do polegar e possibilidades de tratamento](https://britocirurgiadamao.com.br/rizartrose-blog/)
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**Informação educativa**

Este conteúdo não substitui consulta, exame clínico ou orientação individual. O tratamento deve ser definido após avaliação médica.

[Explore outros artigos →](https://britocirurgiadamao.com.br/blog/)
